Nayane, flor de alvura, estranho lume,
Em cuja carne a luz se faz escultura,
De branca seda e rara arquitetura,
Onde o desejo em ondas se assume.
Na tua forma, o vago se resume,
Em curvas de âmbar, de pálida candura;
A boca busca, em febre, a formosura,
Nesse altar vivo, em rastro de perfume.
Chupa-se o mel, o néctar do mistério,
No gozo vago, em brilhos de ametista,
Nesta fusão de um corpo, num império.
Beijo a brancura, a essência, a conquista,
Nesta Nayane, sonho de império,
Que o meu desejo, em versos, transvista.
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