Numa moldura de seda rosa, em flor,
Cintila a forma, em curvas de harmonia;
Brancura de mármore, em tal maestria,
Que o olhar se perde em névoa de langor.
Redondas, grandes, num solene esplendor,
São duas luas de imensa sinfonia;
Vênus moderna, em viva geometria,
Que veste a carne de um divino amor.
Oh! Rosa rara, em tecido de mistério,
Onde o desejo, em ondas, se desata,
Neste contorno de um luxo etéreo.
A beleza, em seu reino, se retrata,
Nessa escultura, em todo o seu império,
Que o olhar bendiz e a alma desbarata.
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