Um fato apenas brilha entre os escombros:
ele era judeu — do sangue, da palavra,
criado no fogo antigo dos seus ombros,
onde a Lei sonha e a memória guarda.
Viveu entre os seus, falou aos seus iguais,
e judeus foram os que o acompanharam;
nenhum outro, nos giros temporais,
teve atos que o futuro não apagaram.
Estranho é ver que o povo que o gerou
passou adiante, atento a outros sinais,
enquanto o mundo inteiro o reclamou.
Mas a espiral se rompe: crenças novas
erguem um ídolo além do que ele foi,
e o judeu se perde nas vestes que o renovam.
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