sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O Labirinto do Nome


No espelho de Al-Andalus, o deserto

Ainda guarda a sombra de Atalide,

Onde o crescente e o sol, em lide,

Traçam um rumo antigo e decerto.


O nome cruza o Tejo, o tempo aberto,

Perde um "L" no rastro que o divide;

Ataíde agora, a estirpe que reside

Em palácios de pedra e mar incerto.


Sangue de mouro e lei de Israel,

Em segredo e brasa a nobreza floresce

Entre o Brasil e o castelhano céu.


Muda-se a letra, mas o fado cresce:

Pois o nome é o mapa e o baú fiel

De um reino que na alma nunca esquece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário