Peixuxa, a morsa, em cartola e gravata,
Bengala de ouro, sorriso de banco,
Marchava dizendo: “Negócio se trata —
Compro ostrinhas hoje, pagamento em banco!”
Mamãe Ostra tremeu na pedra salina:
“Meus filhos não são ações na maré!”
Mas Peixuxa anotou numa grande rotina:
“Lucro primeiro, depois vê como é.”
Prometeu dividendos, bolhas e bônus,
Falou de progresso, mercado e expansão —
Enquanto as ostrinhas gritavam: “Que donos?!”
Mamãe deu-lhe um chute de revolução.
A morsa fugiu, causando um desatino:
Fez maremoto… e virou sushi do destino.
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