Descanse, viajante — a noite é branda,
E as estrelas vigiam seu dormir;
O vento em ramos suaves se abranda,
Como quem teme o sonho ferir.
Seu lobo vela à margem do caminho,
Com olhos feitos brasas de lealdade;
Não rosna à sombra, nem teme o espinho,
Pois guarda mais que corpo: a verdade.
Há reinos que só o cansaço alcança,
Portais que se abrem quando a dor se rende;
E a fé, pequena chama da esperança,
Arde mais forte quando o mundo pende.
Assim repouse — sem temor, sem dor:
Quem dorme em confiança acorda em luz maior.
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