Em teu semblante, ó Dama de esplendor,
O Sol da manhã, em ébano, se acende,
Qual astro antigo que na noite pende,
Promessa viva de um eterno amor.
Teus olhos, galáxias de fulgor e cor,
Contam histórias que a alma compreende,
E cada traço, em força que transcende,
É um hino à vida, um bálsamo à dor.
O mundo cego não vê a tua luz,
A essência pura que em ti se reflete,
Mas eu te vejo, em cada verso e prece.
És mais que a carne, a forma que seduz,
És melodia que a estrela decreta,
Meu coração em ti achou
sua paz e veste.
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