domingo, 11 de janeiro de 2026

Soneto do Trem que Une o Brasil


Que venha o trem bala rasgando o horizonte,
como um verso de aço costurando o país,
ligando o sertão ao sal da outra fonte,
fazendo do longe um vizinho feliz.

Que ele leve o Norte no peito do Sul,
e o Centro pulse no chão do Nordeste,
que o trilho desenhe um destino comum
onde a distância enfim não nos teste.

Não é só velocidade — é pão repartido,
é tempo devolvido ao trabalhador,
é o Brasil se tocando, inteiro, seguido.

Que o trem seja um canto de ferro e calor:
unir é o futuro, mover é o sentido,
e viajar juntos é um ato de amor.

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