"Sabe... eu estava sentado no parquinho outro dia, observando as crianças. E vocês sabem como é... tem sempre aquela criança que corre tanto que o rosto fica da cor de um tomate. Mas aí eu vi o pequeno Samuel.
Agora, o Samuel... ele é um menino judeu. Um garotinho legal. Mas o Samuel tem um cabelo que não é apenas ruivo. Não, senhor. É um ruivo... elétrico. É o tipo de cabelo que faz você querer colocar pão do lado dele para ver se torra. (Faz um som de estalo com a língua: 'Pop!')
E eu fiquei ali pensando... 'Senhor, como isso funciona?'. Porque você olha para o pai dele, o Sr. Goldstein. O Sr. Goldstein é um homem sério. Ele usa um chapéu. Ele tem uma barba escura. Ele parece alguém que inventou a matemática, sabe? Ele caminha assim... (imita um andar pesado e rítmico).
E então você vê o Samuel passando por ele como um pequeno cometa de fósforo. (Som de vento: 'Whoooosh!')
Eu cheguei para o Sr. Goldstein e perguntei: — 'Diga-me uma coisa... de onde veio todo aquele... fogo ali em cima?'
E ele me olhou, ajustou os óculos — vocês sabem como eles fazem, com aquele dedo bem no meio do nariz — e disse: — 'Biel, é a genética. É uma mistura muito antiga.'
E eu disse: — 'Genética? Aquilo não é genética, Goldstein! Aquilo é o que acontece quando uma sarça ardente decide que quer ir para a escola primária!' (Risada abafada)
Eu fico imaginando o Samuel no Hanukkah. Para que gastar dinheiro com velas? Você só coloca o Samuel perto da janela, conta uma piada para ele ficar com vergonha e... Bam! A casa inteira fica iluminada por oito dias! (Faz som de faíscas: 'Bzzzt-pop!')"
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