terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A Rosa

 


Na haste de espinhos, o sangue do mundo desce,

 Onde a sombra se dobra em silêncio e em oração, 

Surge a chama sagrada que a alma reconhece, 

A Rosa que habita o centro do meu coração. 


Não é de argila ou do orvalho que a manhã tece, 

Mas do sopro de estrelas em antiga exaustão; 

Tua pétala é o rastro que a busca não esquece, 

Onde o tempo se curva e se perde o chão.


Ó Símbolo Pálido de uma paz que consome, 

No labirinto das eras, teu perfume é o guia, 

Inscrito no vento que não pronuncia teu nome.


 Mística flor, onde a dor se torna harmonia, 


Abre o portal onde o espírito enfim se some, 

Na luz que é segredo, 

Na eterna e vasta agonia.

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