terça-feira, 14 de julho de 2026

Tempo mágico

 O azulejo, um branco de cal

e o negrume da ausência,

ali,

onde o reflexo se esvai no ralo.


Espumas,

leite de um mundo mudo,

brotam da goela,

o branco,

o rastro do que não se disse,

o branco que nega a cor da sede.


Ali, o silêncio também baba.

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