© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
O azulejo, um branco de cal
e o negrume da ausência,
ali,
onde o reflexo se esvai no ralo.
Espumas,
leite de um mundo mudo,
brotam da goela,
o branco,
o rastro do que não se disse,
o branco que nega a cor da sede.
Ali, o silêncio também baba.
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