segunda-feira, 13 de julho de 2026

O ouro não é o hino que o teu coração entoa...

O ouro não é o hino que o teu coração entoa,

É apenas o metal que a tua mão desconhece;

Pois em cada labirinto onde a alma se povoa,

A riqueza é o resto que o espírito esquece.


É fácil, dizes tu, colher do mundo o brilho,

Mas tu não hás de parar, prisioneiro da aurora;

Pois buscaste em livros e em ritos o trilho,

E o lucro é a sombra que o tempo devora.


Não pares agora, com as mãos no entardecer,

Pois o que te falta é o enigma do arcano;

Ganharás o mundo, sem nunca o possuir ou deter,

Nesta dança contínua, num eterno engano.

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