segunda-feira, 13 de julho de 2026

Habitante das nuvens

 O que se desdobra diante dos meus olhos,

e me enche de temor,

estas montanhas negras, estes arbustos

de nádegas, que inundo com o mar do


coração, que ruge, ruge,

desta tocha de fogo, tocha negra,

e, pulsando como a fonte, o mar derrama

sua espuma na boca do poeta


e entre seis homens e pequenas ilhas,

os homens nus dos sonhos saltam

como elfos vendendo ouro

aos cambistas, e eu contemplo a vida


e questiono o silêncio!

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