segunda-feira, 13 de julho de 2026

Doce Mago

 Doce Mago, mestre de sombras e incerto trajeto,

Segui teus passos pela senda do horror sagrado;

Onde o deus obsceno, em seu trono de abjeto,

Aguarda o cume pelo esforço desenhado.


Tão íngreme a subida, que o olho se perde em névoa,

E o espírito tropeça na própria incerteza do chão;

Não sei, na escalada, se a alma se renova,

Ou se o fim é apenas o vazio de uma oração.


Busquei a luz no cume, e o segredo guardado,

Mas descubro, tremendo, sob o céu desmedido,

Que o destino é o caminho por mim mesmo traçado,

No santuário obscuro, por mim mesmo erguido.

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