Doce Mago, mestre de sombras e incerto trajeto,
Segui teus passos pela senda do horror sagrado;
Onde o deus obsceno, em seu trono de abjeto,
Aguarda o cume pelo esforço desenhado.
Tão íngreme a subida, que o olho se perde em névoa,
E o espírito tropeça na própria incerteza do chão;
Não sei, na escalada, se a alma se renova,
Ou se o fim é apenas o vazio de uma oração.
Busquei a luz no cume, e o segredo guardado,
Mas descubro, tremendo, sob o céu desmedido,
Que o destino é o caminho por mim mesmo traçado,
No santuário obscuro, por mim mesmo erguido.
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