Vi o arco da aliança colorir o dilúvio infindo,
E o patriarca, em sua arca, o destino resgatar;
Vi o cetro do profeta, o deserto se abrindo,
E as águas divididas num clamor de sal e mar.
Passei pelos labirintos, sob a sombra da pedra fria,
Onde o Minotauro espera o fio do tempo se perder;
Mas guardo nos meus olhos a poeira que se alia,
Aos séculos que passam sem nunca me esquecer.
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