Buscas o ouro entre os círculos de giz e vela,
Invocas nomes que o abismo guarda com horror;
Temendo o olhar da bruxa que a sombra desvela,
Armas teu espírito contra o invisível furor.
Mas a paranoia, esse espelho de vidro quebrado,
Distorce o mundo em sussurros de traição e medo;
Vês inimigos onde o próprio tempo foi semeado,
E o ouro que buscas, torna-se o teu próprio enredo.
Pois a magia que compra a paz e o vil metal,
É apenas um véu sobre a loucura que te habita;
No labirinto da mente, o teu cerco é o mal,
Enquanto a sanidade, como um pássaro, medita.
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