segunda-feira, 13 de julho de 2026

O espelho do eu

Buscas o ouro entre os círculos de giz e vela,

Invocas nomes que o abismo guarda com horror;

Temendo o olhar da bruxa que a sombra desvela,

Armas teu espírito contra o invisível furor.


Mas a paranoia, esse espelho de vidro quebrado,

Distorce o mundo em sussurros de traição e medo;

Vês inimigos onde o próprio tempo foi semeado,

E o ouro que buscas, torna-se o teu próprio enredo.


Pois a magia que compra a paz e o vil metal,

É apenas um véu sobre a loucura que te habita;

No labirinto da mente, o teu cerco é o mal,

Enquanto a sanidade, como um pássaro, medita.

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