Sob a sombra da montanha, onde o granito é lei,
Hassem, o artífice, o ferro e o fogo eleva;
Mas há um elo estranho, um mundo que ele encontrei,
Longe das pedras frias, sob a copa que se atreve.
Pois Haya, o homem-urso, de porte e sombra vasta,
Caminha onde o tempo é apenas um sopro no ar;
E quando a lua desce, a lenda enfim se basta,
No encontro de dois mundos que o destino quis ligar.
O anão traz as runas, a memória dos tempos idos,
O urso traz o vento, o segredo da mata em flor;
Em vigílias profundas, por destinos bem tecidos,
Onde a terra encontra a alma, num eterno e mudo amor.
O ferro e a garra, o sussurro e a rocha bruta,
Unidos sob a égide do que nunca se desfaz;
Pois na dança dos séculos, que a própria essência espreita,
Encontram, no silêncio, a sua própria paz.
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