terça-feira, 14 de julho de 2026

Não houve sim que eu dissesse

 O leito                uma pedra de ar.

Deitei-me no teu nome,

nessa extensão de sombra

onde o silêncio ganha peso de sílex.


Ali,

o testemunho é uma língua de fogo

que brota entre nós:

eu morri a tua morte,


vivi a tua vida,

numa respiração de cinza

que o dia não conhece.


Nada nos resta,

senão este ser-conosco:

um morrer-viver

nas margens do que não tem nome.

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