O leito uma pedra de ar.
Deitei-me no teu nome,
nessa extensão de sombra
onde o silêncio ganha peso de sílex.
Ali,
o testemunho é uma língua de fogo
que brota entre nós:
eu morri a tua morte,
vivi a tua vida,
numa respiração de cinza
que o dia não conhece.
Nada nos resta,
senão este ser-conosco:
um morrer-viver
nas margens do que não tem nome.
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