O ouro do outono cai sobre os teus fios de sol,
A íris que guardava a alvorada, agora se faz mar;
O tempo, esse tecelão de um implacável farol,
Tece no rosto o mapa que o destino há de trilhar.
A flor que abria os lábios ao primeiro orvalho,
Dobrou-se ante o vento que a tudo quer levar;
Mas nesta sombra doce, sob o antigo carvalho,
A beleza, em seu crepúsculo, aprende a descansar.
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