segunda-feira, 13 de julho de 2026

Quando a velhice te alcaçar a beleza fria será apagada

 O ouro do outono cai sobre os teus fios de sol,

A íris que guardava a alvorada, agora se faz mar;

O tempo, esse tecelão de um implacável farol,

Tece no rosto o mapa que o destino há de trilhar.


A flor que abria os lábios ao primeiro orvalho,

Dobrou-se ante o vento que a tudo quer levar;

Mas nesta sombra doce, sob o antigo carvalho,

A beleza, em seu crepúsculo, aprende a descansar.

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