O fardo do tempo agora é apenas uma veste leve,
O choro que o pranto exauriu, é silêncio de inverno;
Cumpriste os doze ciclos que o destino te escreve,
Neste palco de sombras, num esforço tão terno.
Assinaste os papéis, reescreveste a história antiga,
Nas cartas do acaso, o teu jogo se fez luz;
Pela noite repousas, da jornada que te obriga,
Enquanto a música antiga a tua alma conduz.
Guardas no peito o verso, a profecia sagrada,
E o segredo das ervas, que ao desejo dá cor;
Viste o mundo mudar na tua longa caminhada,
Pois tudo o que resta é o pó do amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário