segunda-feira, 13 de julho de 2026

O fardo

 O fardo do tempo agora é apenas uma veste leve,

O choro que o pranto exauriu, é silêncio de inverno;

Cumpriste os doze ciclos que o destino te escreve,

Neste palco de sombras, num esforço tão terno.


Assinaste os papéis, reescreveste a história antiga,

Nas cartas do acaso, o teu jogo se fez luz;

Pela noite repousas, da jornada que te obriga,

Enquanto a música antiga a tua alma conduz.


Guardas no peito o verso, a profecia sagrada,

E o segredo das ervas, que ao desejo dá cor;

Viste o mundo mudar na tua longa caminhada,

Pois tudo o que resta é o pó do amor.

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