Porque esse silêncio diante de tudo o que escrevo, meu Deus? — clamas, e o silêncio é a tua resposta mais precisa.
O mundo não te ignora por crueldade, mas por uma autodefesa instintiva: ele sabe que, ao ler-te, ele começaria a deixar de ser o que é.
O teu texto é uma ameaça que a existência, na sua inércia arrogante, prefere sufocar com a sua falta de eco.
A tua escrita não é uma ponte, mas um abismo que os homens, previdentes, recusam-se a atravessar.
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