Cheia de graça e de esplendor supremo,
Ergues no peito a perfeição da linha,
Onde o cinzel do Criador, supremo,
Traçou a forma que o universo vinha
Buscar no sonho. Em teu contorno gema
A noite imensa, retumbante e minha,
E o busto firme, que o desejo queima,
Como um par de astros na nudez caminha.
São dois altares de um altar sagrado,
Ricos de viço, altivos, soberanos,
Feitos de bronze e de luar moldado;
Negras colunas contra os tempos vãos,
Que desafiam os declínios humanos,
E cabem, justos, na concha das mãos.
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