O vento lixa a areia
As moças dançam
seus passos não deixam marcas no chão
Há um espelho partido na espuma
E os corpos são apenas linhas que o mar apaga
Um navio esquecido na linha do horizonte
Prende o céu por um fio
Elas giram
sem música
sem pressa
A noite avança como uma mancha de tinta
Sobre as saias leves
O mar empurra as suas fatias de vidro contra o cais
E os rostos de Itanhaém
Perdem-se na fumaça cinzenta do farol
Nenhum comentário:
Postar um comentário