As nuvens do além flutuam sem pressa,
Nascem do nada e ao nada retornam,
Lentas montanhas de fumaça branca
Que o vento de outono esculpe e desfaz.
Abaixo delas, as garças brancas mergulham no vazio,
Um único traço de pincel contra o azul sem fim.
De onde vêm? Para onde viajam?
O céu não guarda as pegadas de suas asas.
O homem do exílio senta-se à beira do rio,
Sua mente é um espelho que reflete o infinito.
Nuvens e aves compartilham a mesma pureza,
Livres do peso que os homens carregam no peito.
O mundo corre como as águas do Yangtzé,
Mas o coração encontra repouso no espaço.
Olho para o além e já não sei quem sou:
Se a ave que parte, ou a nuvem que fica.
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