quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

México y Venezuela, hermanos brasileños


México y Venezuela, en mismo abrazo,
os nombra Brasil con fervor profundo;
no hay mar que rompa el fraterno lazo
ni frontera que parta igual mundo.

Si el oro ajeno dicta su fracaso
con lengua dura y mandato iracundo,
la América responde paso a paso
con pueblo en pie y corazón rotundo.

No manda el norte al sueño compartido
ni compra el alma el dólar imperial:
la historia arde en sangre y en sentido.

Que viva el sur, diverso y solidal,
pues donde hay pueblo hermano y decidido
la libertad se escribe continental.

Viva al pueblo de Colombia


Viva Colombia, cáliz de esmeralda,
donde el sol dora piel y pensamiento;
allí la gracia nace en movimiento
y el verbo arde en flor que nunca se aja.

Colombiana es la luz que al alba estalla,
colombiano el pulso firme del aliento:
cuerpo y alma en idéntico ornamento,
belleza que en la sangre se detalla.

Gabriel García Márquez dio a la bruma
nombre, destino y fiebre de eternidad,
y el pueblo fue su libro y su espesura.

Porque en su gente habita la verdad:
amor que canta, historia que perfuma,
y vida que se escribe en claridad.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Origens da música

 violão tá soando

já é hora de levantar

o céu de estrelas

pra gente cantar

hoje é hoje é hoje

hoje é amanhã dá pé

vamô vamô que vamô

esse é o brasil que

eu sonho com fé

vai dar certo violão

segue meu ritmo então

cabeça mão e pé

vamô que vamô

esse brasil tem café.

Canção de Gil

 vêm

pra janela do tempo

vêm 

me trazer seu olhar

vêm 

não chore menina

vêm

que é tempo de amar

vêm

a noite é triste

vêm

mas a gente pode sonhar

vêm

que o sol já existe

vêm

pra gente cantar!

Dibujos

Moça



Mulher vista
por cima



Um rosto de
homem




Abstração



Homem nu




Três figuras na rua,
Duas moças e um homem


 

O Dragão e o Quinhão do Duende


Houve uma época em que, nos picos gelados das Montanhas do Norte, vivia um dragão chamado Ignis. Ele não era o maior de sua espécie, nem o mais feroz, mas era, sem dúvida, o mais ganancioso. Ignis não guardava ouro por instinto; ele o guardava por obsessão. Ele conhecia o peso, o brilho e o tilintar de cada peça em seu vasto monte. Certa manhã, enquanto Ignis contava pela milésima vez suas taças de prata, um pequeno vulto surgiu na entrada da caverna. Era Grimnack, um duende de dedos longos e olhar astuto.

— "Poderoso Ignis," disse o duende, curvando-se com uma ironia que o dragão era estúpido demais para notar. "Venho oferecer meus serviços. Sei que vossa coleção é vasta, mas falta-lhe a Moeda do Éter, uma relíquia que se multiplica a cada lua cheia."

O dragão, cujas pupilas se dilataram como fendas negras, rugiu de desejo. — "Traga-me essa moeda, criatura nanica, e eu permitirei que saia vivo da minha montanha!"

Grimnack sorriu. Ele propôs um contrato: ele buscaria a moeda, mas precisaria de "livre acesso" ao tesouro para "preparar o terreno mágico" para o recebimento da relíquia. Ignis, cego pela promessa de ouro infinito, assinou o pergaminho com uma gota de seu sangue fervente.

Durante sete dias, o duende trabalhou nas profundezas da caverna. Ele não trazia nada; em vez disso, ele martelava e sussurrava. No oitavo dia, quando Ignis acordou de um cochilo, sentiu algo estranho. O seu leito de moedas parecia... mais leve.

Ele olhou ao redor e soltou um grito que abalou as fundações da terra. O tesouro havia sumido. Não apenas o ouro, mas as joias, as armaduras rúnicas e até as colheres de prata descascadas. Em seu lugar, havia apenas uma pequena moeda de latão com um bilhete:

"Pelo aluguel das minhas ferramentas e pela taxa de consultoria, tomo o restante como pagamento justo. Assinado: Grimnack."

O duende não usara magia de transporte; ele usara o próprio contrato. No mundo dos duendes, a posse é uma questão de interpretação, e Ignis acabara de entregar os direitos de guarda de tudo o que possuía.

O dragão, agora pobre e humilhado, voou até a vila mais próxima, pretendendo queimar tudo em sua fúria. No entanto, antes que pudesse soltar a primeira labareda, encontrou um velho bruxo sentado calmamente em um rochedo, fumando um cachimbo que soltava fumaça em forma de fênix.

— "Ele me roubou!" urrou o dragão. "Aquele rato de orelhas pontudas levou o que era meu!"

O bruxo tirou o cachimbo da boca e olhou para a criatura com uma mistura de pena e severidade.

— "Você buscou o lucro fácil com quem inventou o conceito de juros, Ignis," disse o mago. "O duende não roubou; ele apenas aplicou as cláusulas que você não leu. A magia deles é tecida em leis e metais que nós, humanos e feras, mal compreendemos."

O bruxo então bateu o cajado no chão, criando uma barreira que impediu o avanço do dragão.

— "Volte para sua caverna vazia e aprenda: jamais se deve mexer com os duendes. Eles não esquecem uma dívida, não perdoam um deslize e, no final, eles sempre — sempre — são os donos da chave do cofre."

Ignis voltou para as montanhas, passando o resto de seus dias contando pedras comuns, pois descobriu, da maneira mais amarga, que contra a astúcia de um duende, nem o fogo mais quente de um dragão tem qualquer poder.

O Inventário das Coisas Ausentes

João olha para a sala, mas a sala não olha para João.

Na tela da GNT, o mármore é uma tese, a 

poltrona, um manifesto de geometria pura. 

Quanta peculiaridade, diz o locutor de voz veludada, 

enquanto a câmera acaricia o objeto que ninguém ousa tocar.


Há um excesso de "eu" em cada vaso de murano, 

uma biografia escrita em estantes sem pó. 

Mas os donos, esses náufragos de luxo, 

não aproveitam o silêncio nem o ruído. 

Eles habitam o ângulo, nunca o conforto.


É tudo sabotagem, murmura o anjo torto. 

A vida foi trocada pelo enquadramento.

 O café não mancha, o jornal não amassa, 

e o tempo, esse bicho faminto, morre

 de tédio diante de tanta harmonia.


No meio do caminho tinha um brilho, 

tinha um brilho no meio do caminho. 

Mas por trás da moldura, o que resta 

é o desejo vago de uma casa que aceite

 a bagunça sagrada de quem apenas vive.

Capas - livros



















 

Composições Místicas

Pote, mesa e violão 




Mulher ruiva : nu artístico 



Moça loira



Vênus em repouso


 

Imaginações estampadas

Abstração



Moça e travesti fazendo sexo



Um rosto picassiano 




Abstração 



 

Desenhos Canaanismo

Rosto de
um homem barbudo




Aphrodite Nua




Figura à beira do mar







Carta : figuras para
Picasso, homem & mulher



 

Ídolos Primitivos - caneta sobre papel

Linhas imaginárias do
Amor







Moça pegando uma
Maça na mesa 



Paisagem Humana





Escultura 
de 
Francisco
 Brennand


 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Carta para Murilo Mendes no Além

 a poesia é invisivel aos olhos

se move muda e surda e as

vezes também faz ruídos sinistros

de agulhas e correntes


a poesia as vezes fala com

os mortos enquanto eles dormem

com o rio e o sono das estrelas

coroadas de dores e tristeza


a poesia não tem vez nem momento

apenas salta as vezes é nuvem

as vezes é palavra


a poesia existe porque os homens

com esperança gritam a Deus

e Deus, amor profundo, escreve poemas eternos.

Ide, meus versos, procurai vossos louvores entre os jovens

 Você já disse tudo

cantou tudo

escreveu tudo

agora resta o silêncio

mas os grilos

as abelhas

as máquinas de lavar

pouco se importam com

a meditação zen

e


barulho

barulho

barulho

barulho


a ferir a alma da torre.

Signos estrelados

 O mar seco em cima da minha janela

meus projetos minha alma

espiando vozes do além.

Um pequeno muro nesse

cimento feito de lembranças e sonhos.

Ela, um beijo que se foi,

Um fantasma cheio de adeus.


Lá fora um pequeno canhão.

Uma espada moura e o choro de um cristão.

Lá fora um pequeno canhão.


A árvore cresce imensa e bela,

um negro passa pela minha janela

uma negra passa pelos meus olhos

eu sou o negro sou o pássaro

sou também a solidão sem nome.


Lá fora um pequeno canhão.

Um misterioso homem oferece

energias indianas antigas aos portugueses.

Os brasileiros acordam com o rugido.

O leão anda e um pequeno anjo

toca o acordeón da vida


eterna.

O desenho e a arquitetura: a cidade é São Paulo!

 Vejo janelas imóveis por cima

de um mar etéreo e seco.

O sertão de São Paulo ruge

concretos inteiros.

Lá fora a chuva é uma dança

de solidão imensa.

A menina de calcinha rosa,

a menina de calcinha preta.

O gozo branco que sai do

imenso cacete é um galo

que canta no cemitério deserto.

As almas também choram.

A vida chora. O vento sabe.

Por isso passa no meu rosto,

sem se importar com nada,

imponente.

A Obra-Prima Desconhecida - Le Chef-d'oeuvre inconnu

Três esculturas/Trois sculptures



Pontos e linhas livres/Points et lignes gratuits





Construções: escultura!/Constructions : sculpture !





A obra inacabada / L'œuvre inachevée



 

stand up quadrinhos

 


Fase Figurativa e Urbana

 

Homem e a travesti de quatro
(sexo)


Jovem travesti
e um pequeno menino



A travesti







Jornada da cor

 

No fundo do abismo
a solidão reina 


Sonho sexual na manhã



A jovem moça



Shemale e homem







Algumas Tragédias - Pinturas Experimentais

 

Modelo 



Pessoas na rua 



Nada a se ocultar


Onde o nada se oculta