quarta-feira, 11 de julho de 2018

Quatro poemas para mamãe



I
-Mamãe, que rio é esse
que dói meu coração?

-Meu filho, é a noite
estrelada que te consola.

-Mas mamãe, tenho frio,
e morro com tanto barulho.

-Meu filho, sossegue,
eu vou te bordar um sobretudo.


II
-Mamãe, onde posso ir dormir
sem que alguém grite comigo?

-Filhinho, o mundo é mal,
e você é um pássarinho.

-Mamãe, posso dormir no seu coração?

-Filhinho, você é árvore,
tem que ficar no jardim.

III
-Mamãe, por qué fui
ser poeta sem coroa?

-Meu filhinho, você nasceu
com sangue e ternura.

-Mamãe, por qué eu passo fome?

-Filhinho, deita, dorme, sonhe...

IV
-Mamãe, posso chorar?

-Isso pode. Sempre que quiser;

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