quarta-feira, 11 de julho de 2018

Por andar


Por andar por
caminhos estreitos,
frios, amargos e finitos,
fui ficando quieto, triste,
calado como um cetáceo
no frio.

Por andar por ai,
onde as folhas da primavera
tinham sumindo,
o amor era apenas
uma ratoeira de dinheiro
e os bares cemitérios
de confetes e cigarros.

Por andar por aí,
não soube eu
elucidar os enigmas
das elefantes e nunca
duvidei do valor
dos rinocerontes.

Por isso meu coração
verde de dúvidas,
se tornou claro como
um espelho, e refletiu
seu corpo, sua boca,
suas mechas, seu suor

(só não sei como).

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