segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O Galo


O galo ergue a manhã.

Não canta — inaugura.

O ar se torna nascente,

e cada nota sua

é um sim do mundo.


Sob o vermelho instante

a luz respira viva,

as telhas cintilam,

o tempo se levanta.


O galo é pura certeza:

o ser desperto em som.

Nenhum mistério o toca,

sua alma é claridade.


Canta — e o universo aceita.

Tudo é novo,

e basta.


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