a cidade é um fantasma
pálido lírico viril
cheio de concretos ratos
as pessoas se movem
vão assimo como eu
para o trabalho
cansados mas veja só
uma flor um pássaro
uma nuvem que pouco
se importa se sofremos ou não
e a cidade esse fantasma
feito de esperma de prédios
diz numa gargalhada:
outra geração vem, e o que
será que ela trará nos olhos?
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