Solimão, o magnifico chega as portas da Hungria
tentativa fracassada de cordel sobre romance histórico
Rumores de tambores pelo ar,
percorre os cascos amarelos,
bandeiras são lenços de vento
e cobras estão pelos buracos.
Avisai, gritam os Cristãos,
que os Islãos estão chegando,
avisai que o Grande Sultão
Turco pelas portas vem chegando.
As armas veladas estão
pelas mãos preparadas do Sultão.
Seu exercito, na frente e seu
exercito atrás, conduzido por
querubins, serafins e anjas mais.
Os recados dos embaixadores
rasgados foram pelos Húngaros,
não deu escolha para a paz.
A fortaleza dos Cristãos
revestidas de cruzes sem sangue.
Nobres virgens jogam suas
roupas pela varanda e o sal
das potencias Otomanas se
fazem como a luz do sol e da lua.
Solimão traz na cabeça
um belo turbante branco.
Seus olhos castanhos
brilham como dois potros.
Seu nariz adunco sela
o sinal final da guerra:
Vitória por Alá, eis a senha.
Os Otomanos avançam
contra os Cristão e combatem.
Chegou Solimão, do Oriente.
Carregado de carruagens,
de formidável cavalaria:
negros, brancos, morenos
todos os povos que continham.
A luta foi travada antes que
a última igreja cristã tombasse.
Que tempos tristes, esses,
Solimão, magnífico,
tempo de conquistar
palácios, terras, pessoas,
como faziam os velhos reis
selvagens e brutos (menos
tu, jamais tu, eu não diria isso).
Flechas sangram o céu,
e os rios se movem depressa.
Coroados pelas estrelas
a noite fria começa.
Quebrai a resistência,
diz o Sultão com imponência.
Se não deixam nossos povos
aqui andarem, nós iremos
atravessar essas terras até
Deus nos dá-la!
O cerco de Belgrado, durou poucos dias
/ as muralhas foram minadas em sete dias
/ assim como a criação divina /
a conquista sem dificuldade teve poucas perdas de vida.
Durante o domínio de Solimão,
a cidade foi esplendida.
A Hungria construiu
um exército dispendioso
mas obsoleto.
Na Batalha de Mohács,
foi se confirmada a conquista.
A vitória otomana levou
à divisão da Hungria.
Solimão, mostrou ao mundo
o seu império, e sua força.
Mas só a Deus pertence os dois,
porque Deus é Senhor
de Todas as Coisas!

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