Na luz e no sol do conceito, Surge a shemale, em síntese biológica,
Rompendo a norma, o traço e o preconceito,
Sob a luz da psicanálise lógica!
É o Id que vibra, em busca do seu centro,
A libido que o dogma não consome,
Trazendo o externo para o lado de dentro,
Numa existência que não cabe em nome.
Freud bendiz a pulsão que se agiganta,
No inconsciente — esse abismo profundo
Onde a forma ambígua, enfim, se levanta,
Para mostrar as vísceras do mundo.
Não há pecado na célula que avança,
Nem erro na alma que o corpo modela;
Onde o binarismo perde a esperança,
A liberdade humana faz-se tela!
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