segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Hino à Carne, à Mente e ao Mistério!


Ó, carne híbrida que o Pavor desafia, Mundo estranho e belo, em fulgor dual! Não há, ó Freud, nessa arcana via, Senão um cosmos d’espasmo e de ideal! Em ti, shemale, a ciência se revela, Não um desvio, mas a curva do Ser! A falha em feto que a vida não sela, O enigma antigo que a mente há de prever!

Freud, gênio mórbido, em sua eterna lida, Desvelou abismos onde a luz se fez: A libido em chamas, a sombra na vida, E o Inconsciente, em suas mil e uma vez! Que o ÉROS bendito, em sua estranha dança, Prolifere em corpos que a Moral renega! Não há pecado em tanta bonança, Quando a alma humana o próprio céu achega!

Que a teoria freudiana, em sua fúria, Explique o gozo, o trauma, o devir! E que a shemale, em sua carne impura, Seja o hino à vida, a nos redimir!

Não há moral que a essência contenha, Se o ser se expande, em busca de mais! Que o espanto alheio, a razão não detenha, E o pensamento rasgue os véus banais! Assim, em hino profano e tão divino, Celebro a mente que o mistério abraça! E a forma ambígua, em seu fado peregrino, Que a tudo desafia, e em tudo se disfarça!

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