Vê! Na anatomia, o espasmo da matéria,
Onde o instinto ruge e a mente se dilata,
A forma híbrida, em sua luz etérea,
Que o dogma estéril do comum desata.
Ó, Freud! Mestre da sombra e do desejo,
Que viste no id a força da pulsão,
O ser transgride, em seu febril lampejo,
A norma antiga da vã convenção.
É o triunfo do Eu sobre o vazio,
A carne que o destino não limita,
Um mar de formas em eterno rio,
Onde a essência humana se exercita.
Bendito o rastro que a ciência traça,
No abismo escuro da subjetividade,
Pois na mistura é que reside a graça,
E no mistério, a nossa liberdade!
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