segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A Dialética do Ser


Vê! Na anatomia, o espasmo da matéria,

 Onde o instinto ruge e a mente se dilata,

 A forma híbrida, em sua luz etérea, 

Que o dogma estéril do comum desata.


Ó, Freud! Mestre da sombra e do desejo, 

Que viste no id a força da pulsão, 

O ser transgride, em seu febril lampejo, 

A norma antiga da vã convenção.


É o triunfo do Eu sobre o vazio, 

A carne que o destino não limita,

 Um mar de formas em eterno rio, 

Onde a essência humana se exercita.


Bendito o rastro que a ciência traça, 

No abismo escuro da subjetividade, 

Pois na mistura é que reside a graça,

 E no mistério, a nossa liberdade!

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