sábado, 12 de outubro de 2024

Skolg

 


Quando a noite fria

embora se ia,

e as estrelas dormiam

e a luz do sol ardia,

o rei de outrora passou

com seu escudo belo

e seu semblante de corvo.

Era belo esse rei,

seu nome era Skolg.

Tinha barba bela, ruiva,

e seus olhos azuis

eram de bravo leão guerreiro.

Sua espada era fogo fora da bainha,

e na mão direita segurava uma lança.

Canhoto ele era, bravo e leal,

e seus suditos o amavam 

como a primavera.

Então Skolg viu nas linhas florestas

a linda Yndi, nilfa mais bela,

e se apaixonou e quis ela por mulher.

Mas seu povo protestou,

Ó Rei, não deve casar com uma

ninfa, pois são diferentes

da raça dos homens.

Mas Skolg estava encantado

pela linda ninfa de pele morena.

E seu coração ardia de desejo.

Corria pela ninfa igual um fauno,

e ela fugia dele rindo feliz.

E quando Skolg tocou em sua mão,

o tempo parou, silêncio se fez.

O vento passou, e Skolg clamou:

Ó linda ninfa,

amor de minha alma,

essa joia te dou, pois és minha

alva.


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