sábado, 7 de julho de 2018
SOLIDÃO DE TOUREIRO
Quero cantar
para não mais existir.
Cantar sem ser,
cantar sem ir. Quero
cantar e cantar
como as flores,
como as aves,
como os animais,
como os cavalos
que comem e pestam
silenciosos como
o vento no meio
do nada, dentro
do tudo.
Deixai-me
cantar como o mar,
deixa-me ancorado
como um fantasma,
sim, partido pelo
bosque,
sofrido e amargo,
assim quero ir
assim quero ser
assim quero não ser
assim quero não ir.
Deixai-me cantar.
Cantai-me.
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