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Nesse silencio sem abismos
encrustado em um mar imaginário
imagino ondas e beijos, sorrisos
espalhados no panfleto não publicado.
Compondo em pequeno ritmo
uma canção que não pode ser
cantada por vozes mudas, mais
sentida apenas com os olhos
uma canção que não pode ser
cantada por vozes mudas, mais
sentida apenas com os olhos
coloridos e radiantes de uma
nuvem de tempestade profunda.
nuvem de tempestade profunda.
Nada que não possa ser sentido
pelo coração me toca... Essa dor
angustiante de querer algo que
não chega como as asas de um
pelicano a tombar no meio do azulado
espaço.
pelo coração me toca... Essa dor
angustiante de querer algo que
não chega como as asas de um
pelicano a tombar no meio do azulado
espaço.
Suspenso nesse silêncio
pequenos rostos cintilam na miragem
do cosmo acima: são estrelas
vermelhas, azuladas, amarelas.
Todas esquecidas e lembradas,
todas perdidas, todas aparecendo
em uma dança, em um giro próprio
no consumir-se da própria existência.
pequenos rostos cintilam na miragem
do cosmo acima: são estrelas
vermelhas, azuladas, amarelas.
Todas esquecidas e lembradas,
todas perdidas, todas aparecendo
em uma dança, em um giro próprio
no consumir-se da própria existência.
Menos filosofia, menos do que nada,
vou compondo pequenos sóis
que se apagam de repente, sem barulho,
sem ecos de um grito largo e amargoso,
de silhuetas brancas e negras a avistarem
o vulcão das palavras se expandindo.
vou compondo pequenos sóis
que se apagam de repente, sem barulho,
sem ecos de um grito largo e amargoso,
de silhuetas brancas e negras a avistarem
o vulcão das palavras se expandindo.

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