Fina voz, fina voz,
ouça,
fina voz das
finas máquinas que
pulsam de orgasmos
pelas cidades assombrosas
de gente, pessoas, passos.
Mas o silêncio da noite,
besta pagã faminta,
atravessa os carros,
os automóveis, a eletricidade,
meu Deus, a eterna eletricidade da vida,
tudo isso,
tudo isso,
e essa fina voz, triste,
gritando, voz de maquinárias:
existes,
existes,
existes,
existes.
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