Já não quero o mar,
na verdade,
para ser mais matemático e exato
me enjoa o mar.
Não suas ondas,
não, não,
mas o ir e vir,
dessas águas salgadas
que
de certo
parecem um imenso tédio
(terei eu tédio da vida?
deixa o mar ser o que Deus quis que ele fosse
uma enorme turbina vazia
de gente afogada
para ser contada no apocalipse.
O mar,
cheio de navios e pessoas na praia
brincando,
se banhando,
sei lá,
talvez atacadas pelas feras
maritmas, que me importa,
o mar está há muitas léguas daqui.
Quero distância do mar,
assim como quero distãncia dos seres humanos.
O mar não é como eu,
não é físico,
não é bonito,
não é metafísico.
O mar, esse mar que vos falo,
sem querer falar nada,
é apenas um conjunto emburrecido de um
monte de águas.
Chega. Não quero mar.
Quero apenas a tormenta
de um copo d' água.
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