sexta-feira, 13 de março de 2026

Negaram meu poema

 Negaram meu poema,

revista tal,

não faz mal algum,

eu sou a maquinária

efervescente da minha

poesia.

Todo dia,

faço brotar das chaminés dos meus dedos

centenas de versos.

Respiro páragrafos inteiros.

Assim como maiakóvski a anatomia

ficou louca comigo também.

Mas eu não sou todo coração.

Eu sou todo verso.

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