sexta-feira, 13 de março de 2026

Poemas sem lar

 

FÁBULA DE AMOR TURCO
Mãos cortadas
pelo céu incendiado
vem a morena
turca de laranja
esfumaçada
para um beijo de
sol e cigarras.
   No jardim de sua alma
voltou pela
  brisa
do amor sem camisa.



NA BEIRA DO MAR
O mar dança  
    seus balcões
de praias
 e de destinos.
Coxas de girassóis
incendeiam o
    caminho.
Raparigas e manolas
morenas
       rouxinóis
dançam sobre o 
cobre do menino.


AQUIDABÃ
desses ondes
  que não se
sabe
se foi um dia
era tarde!
e ali, muros gente
viu ela, cor
 negrente.
e se, disse
   paixão
sensuou ou al
na praça tal.


PENA BRANCA
- café com leite
...Mata de pêlo,
            suspiro!
nesse branco
frio
de cutilho adormecido;
olhos verdes,
brisas verdes
passam pelo rio
           tímido.
Coxas coroadas
de peixes vivos...
  peitos de vidro
e jacintos
      escondidos!

Horizonte de amores
pequenas de luar,
lume 
frio de
      aragem e
lírios
e as espadas do rio.

Sujo de mel e
abelha, comigo
ia até a areia
sem vestido.


A VIRGEM
ela dorme
  pela brisa
do amor sem
dias
e desperta,
na rocha 
da fúria
sem
aviso
   nem
nenhuma
melancolia.



AMOR
ilha de
gelo
coração caloroso
viking
bondoso.


REMANSO
laranja no
    rio
a folhinha da
    chuva

as duas laranjas
  já maduras
no
          muro marrom.



CANÇÃO CUBANA
Cubana voz
de dias antigos,
o amor desperta
  recém nascido.


Nenhum comentário:

Postar um comentário