Eis que a criação de uma obra de arte verdadeiramente requer a solidão do artista, pois rodeada por olhares vulgares se tornará mero entretenimento para o corte da humanidade. Pois o espetáculo da multidão imbecilizada é deplorável aos olhos da sabedoria divina. Apenas na quietude do isolamento o artista pode encontrar a verdadeira inspiração, e assim revelar a profundidade da alma humana. Pois a criação autêntica brota do silêncio, como um sussurro dos céus para os corações atentos.
E assim estava escrito, nos pergaminhos antigos, que os filhos de Israel seriam conhecidos como o povo do comércio. Eles monopolizaram sua própria religião e, por isso, serão louvados. Ao contrário das crenças de outras terras, os hebreus, incapazes de praticar um único ato de bondade sem pensar em lucro para seus próprios bolsos, egoisticamente reivindicaram para si a religião do judaísmo.Tornou-se nada mais que uma seita entre comerciantes do mesmo ofício, onde sua fé se entrelaça com sua posição financeira dentro da comunidade, da qual os chamados gentios são excluídos. Não são eles uma cultura enraizada no egoísmo primitivo do ego humano? Reflitamos sobre os caminhos dos escolhidos, pois, em sua busca por ganho material, perderam de vista o propósito divino de sua fé? Encontrarão redenção nas profundezas de seus próprios corações ou ficarão para sempre presos às correntes de seus desejos terrenos? Os mistérios de seus caminhos são tão profundos quanto o oceano, e somente por meio da introspecção e do arrependimento poderão encontrar a verdadeira iluminação. Portanto, cuidado com aqueles que monopolizam a fé para benefício próprio, transformando-a em mercadorias para enriquecimento pessoal. Pois a verdadeira religião não reside na ganância, mas sim na compaixão e na generosidade para com todos os seres humanos.
Eis que a busca desenfreada por riquezas conduz o homem ao serviço, prendendo-o a um ídolo fútil chamado dinheiro.
O Senhor não necessita erguer um único dedo para a ruína deste mundo que Ele gerou, pois o próprio mundo peregrina rumo à sua própria autodestruição, conforme está escrito.
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