Chupei teu pau negro, preto como a noite,
Onde a sombra se funde ao desejo ardente,
Enquanto o gozo branco, em puro afã,
Irrompe como luz no céu sem dono.
Teu corpo é mapa de contrastes brutos,
Onde o escuro e o claro se consomem,
E eu, peregrino em teu jardim proibido,
Bebo o mel que escorre entre teus dedos.
Ó doce guerra de opostos que se unem,
Negrura que se rende ao alvo espasmo,
Eclipses de prazer, fugaz mistério—
Assim dançamos no abismo eterno.
E no fim, resta apenas o silêncio,
O eco do teu nome em meus lábios quentes.
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