segunda-feira, 7 de setembro de 2015

"dia cinzento"


Nada que não seja
cinzento e profundo
nesse céu solitário
encanta... Mais eu
gosto da cor daqueles olhos,
do barulho dos trovões,
da sensibilidade do amanhecer...
Cada gota que cai
fere a terra carinhosamente,
carregando a lembrança de uma
lágrima clandestina, e uma carta
sem remetente, perdida nos correios.
Nada que não seja azul, cinza e branco
pode encantar o olhar peregrino.
E tudo o que se pode fazer nesse
dia de tempestade é cantar a beleza
dos olhos cor de mel que ela tem
muito além da fronte...

Nenhum comentário:

Postar um comentário