No canto do mato, viçosa e feliz,
Vivia a abóbora que o mundo quis!
Tão redonda e laranja, brilhando ao luar,
Queria um amigo com quem conversar.
Apareceu a raposa, de passo macio:
"Olá, pequena abóbora, que vento e que frio!
Quer ver uma lua de doce e algodão?"
— "Sim! Vamos juntas voar no fogão?!"
Pularam tão alto, num pulo certeiro,
Voando bem longe do velho canteiro!
Subiram o espaço, deixaram a terra,
Voando por nuvens, vales e serra.
Chegaram à Lua num raio de luz,
Seguindo o caminho que a brisa conduz.
Bateram à porta, num tom de canção:
"Oi, Seu Jorge! Onde está o seu dragão?"
O bondoso Seu Jorge abriu um sorriso,
Mostrando o seu lindo e estranho paraíso.
E o dragão mascava pipoca no chão,
Brincando de roda com a abóbora e o cão... ops, com a raposa, num belo salão!
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