Soltei no campo
meus pequenos girassóis.
E a morena me mostrou
seios feitos de lençóis.
Meus olhos se apagaram,
meu sorriso de trigo
se levantou feito espada.
Ela tinha seios como polvos,
e ela era a minha namorada.
Hoje, já não me lembro,
se ciganao ou se judia,
se moura ou se cristã,
o que era aquela vadia.
Hoje eu sei que ela era
o sol, a noite, o vinho, a poesia.
Era a mulher das nuvens,
as rochas, o cubismo de picasso.
E então, era amar ou ser amado!
Ho liberato i miei piccoli girasoli nel campo.
E la bruna mi ha mostrato i suoi seni fatti di lenzuola.
I miei occhi si sono offuscati,
il mio sorriso di grano si è alzato come una spada.
Aveva seni come piovre,
ed era la mia ragazza.
Oggi non ricordo più,
se zingara o ebrea,
se mora o cristiana,
cosa fosse quella stronza.
Oggi so che era il sole, la notte, il vino, la poesia.
Era la donna delle nuvole,
delle rocce, il cubismo di Picasso.
E poi, era amare o essere amati!

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