A identidade judaica
paira como um espelho rachado,
refletindo fragmentos de uma história
que nunca cessa de arder na memória.
Estava ligada a uma profunda reflexão
sobre o tempo que corrói certezas,
sobre a condição humana
que caminha entre escombros e esperanças.
Sua angústia moral é chama inquieta,
um nó no peito que não se desata,
pergunta sem resposta,
silêncio que pesa mais do que o grito.
E no entanto, o anseio floresce,
um fio de luz na escuridão,
a busca por um sentido de pertencimento
num mundo em transformação,
que ora acolhe, ora repele,
ora promete, ora devora.
Entre angústia e anseio
ergue-se o homem, vulnerável e inteiro,
sabendo que sua alma é errante,
mas sua palavra, eterna.
Nenhum comentário:
Postar um comentário