Ó Thaís, formosura delicada,
em ti se aninha o sol da criação,
teus olhos brilham qual estrela alvorada,
teu riso é fonte, é lírio, é oração.
Na mão segura a maçã encantada,
rubra coroa da própria perfeição;
seu gosto doce em seiva perfumada
reflete em ti divina inspiração.
Assim no Éden, quando a luz primeira
ergueu da terra a sombra em claridade,
a fruta ardia em graça verdadeira,
espelho vivo da eterna castidade.
E tu, Thaís, qual rosa derradeira,
és hino santo, és pura majestade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário