Delimitar o espaço, delimitar a realidade, delimitar o mundo através dos sonhos, que tipo de poesia mística é essa que me atrai tanto? Será que o passado espanhol, judeu, holandês e africano que carrego nas veias demonstram essa versatilidade plástica que me gera através desses homens em que, medito suas artes, e no entanto, me descubro neles próprios. Seremos uma pessoa só?
A lista seria gigante, picasso, mondrian, brennand, matisse, giancometti, ismael nery, tarsila... é infinito, os professores que tive, e apenas um mestre, o Senhor Hashem.
Eu me apaixonei pela criação de Deus, a linha reta, vertical e horizontal, inflêxivel, e até a diagonal que me leva de um ponto ao outro. Esse é o meu destino vital: ser uma árvore, uma linha, raízes para baixo e frutos para cima. Existe maior poesia plástica do que essas rimas elementares de um desenho traçado geometricamente? Por isso me considero tão Arabe-judeu, tão puro, tão vivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário