A cidade se abre
aos meus olhos concretos.
Quanta gente,
quanta gente.
O mundo é essa cidade
cheia de barulho,
cheia de sujeira,
cheia de gente, gente.
Gente alegre,
gente descontente.
A cidade não tem poemas,
a cidade tem mensagens
rabiscas nas paredes
pelos grafiteiros ou pelos
mendigos passageiros.
Olha, um passaro
passa pelo tráfego.
Meu Deus, pra que tanto carro?
Meu coração se se chamasse
Raimundão
seria uma rima e não solução.
E se eu rimasse tudo isso
com a palavra bucetão?
Na cidade tudo se vende:
graxa, sapato, detergente,
buceta de meninas,
gente, gente, gente,
indo e voltando, nessa cidade.
A cidade sou eu e você
dentro desse muro,
mesmo que a internet nos separem.
Pobre cidade...
Rica cidade...
Essa gente...
São gente?
Nenhum comentário:
Postar um comentário