sábado, 12 de outubro de 2024

A ultima questáo da cidade grande

 


A cidade se abre

aos meus olhos concretos.

Quanta gente,

quanta gente.

O mundo é essa cidade

cheia de barulho,

cheia de sujeira,

cheia de gente, gente.

Gente alegre,

gente descontente.

A cidade não tem poemas,

a cidade tem mensagens

rabiscas nas paredes

pelos grafiteiros ou pelos

mendigos passageiros.

Olha, um passaro

passa pelo tráfego.

Meu Deus, pra que tanto carro?

Meu coração se se chamasse

Raimundão

seria uma rima e não solução.

E se eu rimasse tudo isso

com a palavra bucetão?

Na cidade tudo se vende:

graxa, sapato, detergente,

buceta de meninas,

gente, gente, gente,

indo e voltando, nessa cidade.

A cidade sou eu e você

dentro desse muro,

mesmo que a internet nos separem.

Pobre cidade... 

Rica cidade...

Essa gente...

São gente?

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