No campo verde a luz se faz inteira,
não pede voz, nem gesto, nem razão;
repousa o mundo em branda claridade
como se fosse eterno o coração.
A relva escreve em vento a sua história,
sem pressa, sem memória de sofrer;
cada folha sustenta um infinito
que o olhar não termina de entender.
E eu, perdido em tanta transparência,
sou menos eu, mais pura sensação:
um corpo entregue à doce evidência
de ser apenas vida em expansão.
Ah, campo verde, em tua paz contida,
és a verdade simples desta vida.
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